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VOCÊ SABE O QUE É MELANOMA?

É preciso estar atento às manchinhas de pele, pois podem se transformar em tumor Elas são bem pequenas, mas se não houver atenção e cuidado no acompanhamento, podem se tornar um grande problema. As pintas escuras, muito comuns na nossa pele, podem se transformar em um tumor, o chamado melanoma. O diretor do Instituto de Oncologia de Macaé (IOM), Dr. Frederico Barbosa, é quem nos fala sobre esse tipo de tumor que, em um número pequeno de casos, pode evoluir a uma doença mais avançada, com metástase e em alguns casos raros, levar o paciente a óbito. “Na maioria das vezes eles não levam a óbito. Nos tumores comuns de pele, aquelas lesões relacionadas ao sol, existe esse grupo de tumor mais raro. Eles geralmente são provenientes das pintinhas pretas, os chamados nevos. Em raras ocasiões, podem se transformar em melanoma. E pode acontecer em qualquer parte do corpo ou da pele, inclusive na região das plantas dos pés e na região dorsal”, explica o médico. Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e professor da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), Dr. Frederico Barbosa ressalta que o diagnóstico de melanoma ainda assusta muito a população, pela ideia errônea de se acreditar que todos os casos são graves. “Felizmente não é assim. A grande maioria dos casos é curada apenas com cirurgia”, observa. Então, a quais sinais de alerta precisamos estar atentos? Dr. Frederico responde. “As lesões escuras, as pintas pretas, que na maioria das vezes não trazem problemas, devemos valorizar quando mudam de tamanho, quando há um crescimento mais rápido, quando há algum tipo de ferida, quando começa a coçar muito e começa a ficar com os bordos muito irregulares”, enumera. Nesses casos, é necessário um acompanhamento médico por um dermatologista. Por meio da dermatoscopia, um exame em que o profissional utiliza uma lente que identifica os tipos de manchas, é possível evitar a retirada das pintas desnecessárias. “Se tiver as características citadas acima, as pintas devem ser retiradas. Quando se retira essas lesões, já está se fazendo, na maioria das vezes, o tratamento. Se o tumor se confirmar, deverá se conversar com um cirurgião, um dermatologista e um oncologista para ver qual o procedimento a seguir”, afirma Dr. Frederico. Embora não haja uma causa específica para o melanoma e ele possa afetar grande parte da população, há um grupo de pessoas que precisa estar bem atento. “As pessoas que nascem com muitas pintas, muitas manchas no corpo, e as que têm alguém na família com esse histórico. É preciso ter um acompanhamento periódico com o dermatologista a cada seis ou 12 meses”, pondera. É necessário proteger a pele do sol, nunca se esquecendo do bom e velho amigo, o protetor solar. “A lesão actínica da pele, a que é ocasionada pelo sol, é um dos principais fatores predisponentes para todos os tipos de câncer de pele e, principalmente, para o melanoma. E é bom prestar a atenção em algumas áreas do corpo que não são vistas adequadamente, como por exemplo, as costas. É preciso observar nas crianças, se há lesões embaixo das unhas ou na planta dos pés, por exemplo”, pontua o especialista. Dr, Frederico atenta ao fato de, nos dias atuais, vivermos um período de avanços na oncologia, com a imunoterapia. “Casos de melanoma avançado, onde tínhamos tratamento ineficaz – porque não é um tumor que responda bem à quimioterapia – temos uma resposta excepcional aos remédios da imunoterapia”, comemora. Então já sabe: é mais do que necessário prestar atenção nas mudanças em sua pele. E se houver alguma desconfiança, procure um bom médico.

 

Dr. Frederico Barbosa - Oncologista e Diretor do Instituto de Oncologia de Macaé