Horário de Funcionamento: Segunda à Sexta-feira: 8h às 18h
22 2762 1111

Dr Vitor Zampieri fala sobre a doença que acomete muitas mulheres em idade fértil

Não é fácil receber o diagnóstico, mas é possível, sim, obter cura. Terceiro tumor mais frequente, atrás apenas do câncer de mama e do colorretal, o câncer do colo do útero é a quarta causa de morte de mulheres, por câncer, no Brasil. Mas, apesar disso, é um tipo de doença que se pode tratar e tem como prevenir. Cirurgião Oncológico no Instituto de Oncologia de Macaé (IOM), Dr. Vitor Zampieri já nos falou sobre o HPV, vírus que causa lesões com potencial de progressão ao câncer. Agora, ele nos detalha um pouco mais sobre o tumor que acomete muitas mulheres em idade fértil, exatamente na região mais preocupante para elas, nessa fase: o útero. Segundo explica Zampieri, os exames ginecológicos preventivos podem mostrar se há lesões e se são recorrentes. “Às vezes, temos o diagnóstico de uma doença precursora que tem potencial de virar câncer. Ela deve ser tratada acompanhada, pois há chance de cura”, diz. Dr Vitor ressalta que o tratamento escolhido vai depender, principalmente, do momento em que se tem o diagnóstico. “Quando se tem uma doença, por mais que seja câncer, e ela está no princípio, é possível fazer um tratamento mais conservador. Às vezes, a mulher está no momento de querer filhos, e é importante e possível preservar o útero. Mas isso depende do tamanho do tumor. Com lesões que extrapolam o útero ou que sua localização compromete outros órgãos, o tratamento passa a ser diferente e com uma expectativa de cura menor”, pontua. Para tratar o câncer de colo de útero, o tratamento cirúrgico é o ideal. Mas é possível também, e o IOM disponibiliza, o tratamento videolaparoscópico, que é menos invasivo. “Com isso, temos uma recuperação mais rápida. E até tendo necessidade de um tratamento adicional, como radioterapia ou quimioterapia, se consegue fazer isso de forma mais precoce. Esse tratamento não tem uma contra indicação direta. É um método além da cirurgia de forma convencional, com corte”, aponta. Vitor Zampieri pontua que tanto a videolaparoscopia, quanto a cirurgia de corte, resultam o mesmo fim. “A paciente fica surpresa quando o profissional avalia a biópsia que vai definir se a doença é cancerosa ou não, e depois do exame físico, ou de imagem, avalia que não vai retirar a lesão, que vai se manter. Isso causa estranheza. Nessas situações, diminui um pouco a chance de cura, mas ela ainda existe, e com uma frequência considerável. Mas não é feita de forma cirúrgica, e sim, com rádio e quimioterapia”, garante. O cirurgião ressalta que é importante, nessa situação, que o útero continue dentro da pelve, pois a presença dele vai fazer com que a radiação cause menos efeito colateral. “Ele empurra a bexiga as alças intestinais, e faz com que os órgãos fiquem menos expostos aos efeitos da radiação”. Como prevenir – A infecção persistente pelo HPV é principal fator de risco para câncer do colo de útero. O vírus, transmitido por atividade sexual, pode estar presente na mucosa ou na pele, e infecções por períodos prolongados devem ser observadas pelo médico. “ O colo uterino é uma região de conflito de células, pois elas são diferentes: as da vagina são um tipo e as de dentro do útero, de outro, o que é propício para a formação de células malignas”, informa. Mas não é apenas o HPV que pode causar a doença. Existem outros tipos de câncer de colo, que podem não estar associados ao vírus. E, ter uma vida com hábitos mais saudáveis também faz parte da prevenção. – A pessoa que fuma, por exemplo, tem maior chance de evoluir o câncer. Pacientes com dificuldades imunológicas, HIV positivos, ou que usam medicação pós transplante, também, pois têm uma deficiência no sistema imunológico. A alimentação é importante, a prática de atividade física também, além de usar preservativo na atividade sexual. A vacinação também é essencial. Se conseguirmos fazer um trabalhado de educação com as crianças hoje, isso vai ter um reflexo na diminuição desse câncer. A prevenção vai fazer com que a doença seja menos mutilante e apareça com uma incidência menor – finaliza Zampieri.

 

Dr. Vítor Zampieri - Cirurgião Oncologico do Instituto de Oncologia de Macaé