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9 DE JUNHO-DIA MUNDIAL DA IMUNIZAÇÃO

Data lembra a importância de se vacinar contra o HPV, que resulta em lesões que podem causar câncer de colo de útero Uns dos maiores avanços na Saúde Pública foram as descobertas e conquistas que vieram por meio da imunização da população. Com as vacinas, é possível prevenir e até mesmo erradicar doenças. Comemorado a cada 9 de junho, o Dia Mundial da Imunização traz à memória a importância das campanhas de vacinação no Brasil, que é referência em todo o mundo por seu programa Nacional de Imunização (PNI), segundo aponta a Organização Mundial de Saúde – OMS (veja mais aqui: http://portal.fiocruz.br/…/dia-nacional-da-vacinacao-brasil… e aqui: http://www.blog.saude.gov.br/…/50027-programa-nacional-de-i… ). Estudos mostram que há alguns tipos de papilomavírus humano (HPV), que podem produzir lesões com potencial de progressão para o câncer. Os tipos 16 e 18, por exemplo, estão presentes em cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero no mundo. E é aí que a importância da imunização apresenta-se mais uma vez. Com o intuito de diminuir o contágio por esse vírus, o Ministério da Saúde iniciou campanhas de vacinação contra o HPV, que passou a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 09 a 14 anos. Cirurgião Oncológico no Instituto de Oncologia de Macaé (IOM), Dr. Vitor Zampieri é autor do capítulo Câncer de Cólon, do livro Tratamento Cirúrgico do Câncer Gastrointestinal- 2ª Edição. Ele ressalta que a faixa etária beneficiada pela vacinação pública deve ser respeitada, por se tratar de um grupo que, acredita-se, ainda não iniciou atividade sexual e, portanto, não teve contato com o HPV. - O SUS possibilita a vacinação no grupo citado acima, devido à maior eficácia quando não há contato com vírus. No entanto, mulheres que estão fora dessa faixa etária, mas que tenham frequentes lesões pelo vírus com potencial de câncer, podem receber indicativos de seu médico para se vacinar, mas, na rede particular. Mulheres com menos de 30 anos têm uma resposta melhor à vacina. É bom citar que apenas a vacina não evita o câncer. Há outras questões envolvidas como a genética e hereditariedade – explica Zampieri. Dr Vitor Zampieri ressalta que o Papa Nicolau é fundamental na prevenção ao câncer de colo de útero . Ele lembra ainda que, o HPV também está associado a outras doenças, como o condiloma. - O HPV é sexualmente transmissível. Seja por atividade com penetração, ou apenas contato pele a pele ou mucosas. A infecção é possível, também, por meio do parto vaginal. O Papa Nicolau localiza alterações celulares que indicam a possibilidade de uma evolução para câncer, que podem ser classificadas como NIC I, NIC II e NIC III. O NIC I é uma lesão com menor potencial de câncer. O NIC II e o NICII mostram lesões com alto grau de potencial para a doença – esclarece. Dr Zampeiri acrescenta que as taxas de infecção e reinfecção devem ser acompanhadas por um profissional. “Se há lesões, é preciso ter atenção. O primeiro indicativo é fazer uma biópsia no local. Há casos onde é possível realizar, também, colposcopia e cauterização na área indicada”, observa, lembrando que a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. “O exame de prevenção pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser rotina”, pondera Zampieri.

 

Dr. Vítor Zampieri - Cirurgião Oncologico do Instituto de Oncologia de Macaé